Sobre nós

Por Ana Moura:

Tudo começou numa micareta da Banda Eva.

Não. Na verdade tudo começou no ICQ. Minto. Tudo começou mesmo com uma pantufa que era sapato ou um sapato que era pantufa. Explico.

Eles se conheceram na escola. 6a série primária. E como em toda boa história de amor, os dois inocentes passaram anos sem se notarem - só para depois pensarem "caramba, você já estava na minha vida desde antes". Mas a nossa história começa mesmo no 1o ano do 2o grau. Ou na 8a série do 1o grau. Tá difícil ser preciso com a idade. Não importa. O importante é que ELA, sendo quem ela é, comprou um sapato estranho, cinza, peludo e teve a brilhante ideia de usá-lo para ir para a escola. ELE, sendo quem ele é, começou a implicar, dizendo que o sapato parecia uma pantufa. Pronto. Ali a Vida, Deus, o Destino ou o Acaso jogava a semente do que vai nos unir neste site hoje. Para não perder o mistério, nem entregar a história assim de cara, mais alguns anos se passaram em silêncio. Talvez com uma lembrança alegre daqueles dias sentados na carteira da escola, enquanto professores passavam alguma matéria desimportante para a nossa história.

E é aqui que entra o ICQ, esse danado! Já estudando em escolas separadas, ELA e ELE mantiveram contato pela internet. Era papo de dia, papo de noite, papo dia de semana, papo final de semana. Só os dois sabem que tanto assunto era esse que eles tinham. Bendita internet! Era tanta conversa boa, tanta identificação, que a vontade de estar na companhia do outro começou a crescer. ELA já era bonita desde sempre. ELE já era interessante desde antes.

A nossa história estava chegando na primeira virada. Foi então que numa micareta, 'uma cupida' soprou no ouvido dele "pode se aproximar porque ela está gostando de você". ELE tomou coragem e foi. ELA... disse não. Pois é. ELE voltou furioso e a 'cupida' retrucou "pode ir de novo que agora ela não vai negar". ELE se aproximou de novo. E ELES se beijaram!

Como esse não é um roteiro de ficção, os créditos não subiram, a cortina não fechou, o livro não acabou. Como aqui é vida real, eles namoraram, se curtiram, aprofundaram a relação, transformaram o encanto em amor. E depois se afastaram. ELES cresceram, aprenderam, se aproximaram, recuaram, mergulharam em si mesmos, se jogaram no mundo. Durante esse tempo todo, um fio invisível, mas perceptível para os dois, e para outros passarinhos mais atentos, os conectava. ELA cuidando de pinguins, ELE praticando mergulho. Os dois pensando um no outro. 

Até que na segunda virada dessa história, ELES se reencontraram. Eram os mesmos, só que diferentes. ELES eram ainda mais ELES. Haviam se tornado aqueles dois que os aguardavam no futuro com serenidade, sabedoria e uma enorme vontade de que tudo desse certo. Agora a nossa história chega ao fim. Na verdade a um falso fim, que é um começo.

O começo da terceira parte dessa história de amor que segue amadurecendo com os nossos personagens, se tornando mais sólida, profunda e, claro, ainda mais feliz.

 

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